02/03/2010 | Saiba comer fora sem perder a forma

Quem trabalha fora e tem uma vida corrida sabe que preparar a própria refeição e almoçar em casa é um sonho distante.

Sendo assim, os restaurantes e as redes de fast food acabam se tornando uma rotina. E perigosa, muitas vezes. Afinal, resistir a tantas opções calóricas é uma tarefa para poucos. Para preservar sua saúde e sua boa forma, veja como comer fora sem cair na tentação da gula:


• É superimportante fazer pequenas refeições ao longo do dia. No meio da manhã, por exemplo, coma uma fruta, um biscoito integral ou uma barrinha de cereais. Esse hábito faz com que a fome na hora do almoço seja menos severa, o que permite que você escolha o que vai comer com a cabeça, não com a gula.


• A escolha do restaurante é essencial. Além de higiênico, o local deve ser tranquilo, (uma boa refeição em um lugar barulhento pode ser transformar num prato indigesto!). Mas, nem por isso vá a restaurantes quase desérticos: o movimento de clientes sugere uma rotação adequada dos alimentos e a certeza de comidas frescas. Se o restaurante não inspira muita confiança e não houver alternativas, evite pratos que apresentem perigo de provocar intoxicação, como os que contêm ovos, maionese e cremes, além de carnes mal passadas e saladas cruas.


• Se você é fã de comida japonesa, mais atenção ainda. Frequente apenas lugares conhecidos e indicados por amigos. É que as iguarias japonesas que levam peixe cru precisam ser rigorosamente frescas e só devem ser consumidas acompanhadas de raiz forte, o bactericida natural para os micro-organismos que frequentemente proliferam nessas carnes cruas.


• A combinação correta dos alimentos é imprescindível para um bom rendimento no trabalho. Então, se você quer evitar a sonolência e a preguiça após o almoço (mesmo porque são poucos os sortudos que podem tirar um cochilo depois das refeições), não combine proteínas de origem animal (carnes, ovos, leite e derivados) com leguminosas (feijões, vagem, ervilha, etc.) ou com amido (arroz, massas, batatas, trigo e derivados, etc.). O melhor acompanhamento para as proteínas são as saladas e os legumes, especialmente os que não contêm amido em sua composição. Se optar por amidos, combine com verduras e feijões, mas exclua totalmente as carnes.


• Vez ou outra, varie o restaurante. Quando se come com frequência em um mesmo lugar, há uma tendência de repetir os pratos, mas o organismo precisa de alimentos diversificados. É importante variar o cardápio e ampliar as opções de proteínas (carnes, peixes, ovos), de carboidratos e de legumes e verduras. Nesse sentido, os restaurantes do tipo self-service podem ser uma boa opção. Só não vale comer uma grande variedade de alimentos numa mesma refeição, para não confundir e saturar o sistema digestivo. Moral da história: não coloque quase tudo o que o restaurante oferece, mas diversifique no dia a dia.


• Se precisar ir a um restaurante tipo fast food, opte pelos lanches com carne grelhada e saladas. Deixar a batata frita de fora é sempre uma escolha saudável.


• A ingestão de sal é sempre maior se você come fora. Sabendo disso, evite adicionar sal à salada e abra mão de frios, como presunto e queijos amarelos, azeitonas e alcaparras. Se você é hipertenso, esses cuidados devem ser redobrados, ok?


• Para temperar as saladas, procure não ceder à tentação dos molhos prontos, opte por vinagrete, shoyu e vinagre balsâmico ou gotinhas de limão. Cuidado também com o excesso de azeite, pois, apesar de saudável e de possuir o bom colesterol, ele é tão calórico quanto à banha de porco, por exemplo.


• Tente evitar beber durante as refeições, mesmo que seja água, suco natural ou refrigerante com zero caloria. Isso porque o problema não são as calorias, mas a interferência do líquido no processo digestivo, tornando-o mais lento e difícil. A dica, se você não consegue comer sem beber, é dividir um suco com um amigo. Assim, você e ele bebem menos, que tal?


• Diga não à sobremesa. Doces após a refeição só vão aumentar o volume de calorias ingeridas, além de dificultar a digestão e a assimilação de nutrientes. Se não puder evitar, escolha frutas, gelatinas ou picolés de fruta. O mesmo vale para o cafezinho: substitua-o por um chá digestivo e, se sentir necessidade do café (ou do doce), consuma-o pelo menos uma hora após a refeição.


Inclua logo esses hábitos na sua vida. Você vai sentir que, em pouco tempo, o pique após o almoço é outro. Assim como a sua saúde

 

Dra Daniela Hueb

Crm 96.027


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