|
13/07/2010 | O perigo do bronzeamento artificial
á faz tempo que o verão acabou e, com ele, o bronzeado também se foi.
Pra muita gente, isso é motivo de pânico e a grande chance de recorrer às câmaras de bronzeamento artificial. Mas vale mesmo a pena? Afinal de contas, o bronzeamento é uma reação de defesa do organismo, como você entenderá a seguir. Por isso, antes de marcar uma sessão, leia esta coluna com muito cuidado.
Por que a pele fica bronzeada?
Isso acontece porque a pele responde à ação de raios ultravioletas. A principal fonte dessa radiação é o sol. O bronzeamento ocorre por que os raios ultravioletas estimulam a produção de melanina pelos melanócitos (células de defesa da pele). A melanina é a substância responsável pela cor da pele. O problema é que os raios ultravioletas são considerados estímulos agressivos pelo organismo e, portanto, a exposição excessiva leva a danos na pele. Por isso, aquela cor linda de verão é apenas uma defesa da pele após ser agredida pelos raios solares.
Como é feito?
As camas de bronzeamento artificial têm uma estrutura de acrílico transparente por onde passam as luzes vindas de uma série de lâmpadas. Normalmente, são classificadas de alta, mista e de baixa pressão, com lâmpadas especiais que geram 98% de luz ultravioleta A e 2% de ultravioleta B. Mas não se engane: já está comprovado que os raios ultravioletas A (naturais ou não), também têm potencial carcinogênico, ou seja, podem provocar câncer de pele.
Por que é perigoso?
O bronzeamento artificial não traz benefício algum além do escurecimento da pele e ainda acelera o aparecimento de rugas, afinal os raios UVA, que penetram mais profundamente na pele e produzem o bronzeado, alteram as fibras de colágeno e elastina, causando envelhecimento precoce da pele.
Para quem pratica por um período muito grande, os riscos aumentam. O uso de protetor solar não evita que as radiações, principalmente do tipo UVA, atinjam a segunda camada da pele, conhecida como derme. Os raios UVB, também presentes nas camadas de bronzeamento, são prejudiciais, pois atacam o sistema imunológico, diminuindo a função de defesa da pele.
Uma sessão dura de 15 a 30 minutos e equivale à exposição ao sol por um dia inteiro. Após a sessão, a sensação é de ressecamento, coceira e vermelhidão. A longo prazo, além de ser nocivo para a pele, a cama de bronzeamento artificial também pode queimar, causar flacidez, acelerar o envelhecimento e provocar diversos tipos de câncer de pele.
Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já proibiu, voltou a liberar e o assunto ainda está em pauta por apenas um motivo: o bronzeamento não é saudável. Sendo assim, por mais que você conheça um lugar que faça sessões de bronzeamento, passe longe ou vai colocar sua saúde em risco.
Bronzeamento saudável
É claro que o resultado não é o mesmo que o de uma semana na praia ou algumas sessões em câmaras de bronzeamento, mas as loções autobronzeadoras são uma forma segura de ganhar uma corzinha. Esse tipo de produto reage com as proteínas da pele, trazendo modificação do tom da pele poucas horas após a aplicação. Por não penetrar na pele, o produto não estimula a produção de melanina e não oferece riscos de envelhecimento precoce nem câncer de pele.
Devido à alta tecnologia, já existem no mercado internacional produtos que proporcionam uma coloração bem próxima da conquistada pelo bronzeamento natural.
Outra opção que dá a pele uma corzinha extra de saúde são os alimentos ricos em carotenóides, como mamão, beterraba e cenoura.
Pense melhor
Por mais que você se sinta bem com a pele mais morena, pense nos riscos que o bronzeamento traz à sua saúde. A beleza fica mais radiante quando vem de dentro pra fora e não prejudica o bem-estar.
Daniela Hueb Crm 96027
VOLTAR
|